segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vivê é assim mermo, zé?

Zé: Vortô pra ficá, né?
Maria: Não, acho que minha sina é sempre caminhá.
Zé: Tu carece é de criar raíz, menina.
Maria: Num fala assim, Zé, eu sinto que andei, andei, andei e num cheguei a lurgar nenhum. Sinto que um tanto de coisa eu perdi e um tanto de coisa eu num consegui achá... Vivê é assim mermo, Zé? Essa coisa doida que muda sempre? A separação de quem a gente quer? Andança sem pará, Zé? Parece tudo sonho. Vivê é isso, Zé? E o amô, Zé, quando é de verdade? E felicidade, Zé, quando é de verdade?

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