
Teve
um dia que eu resolvi te esquecer. Pensei chega, não aguento, sai fora,
desaparece, escafede já daqui! Não resolveu e eu pensei de novo. E de novo. E
de novo e de novo. Procurei uma varinha só pra poder fazer plim-sai-vai e não
achei. Pensei estar sofrendo da síndrome de interferência cerebral.
A paixão é coisa séria. Falei pra uma amiga que tinha me dado um curto-circuito-mental e ela riu e disse não, é o amor chegando aí. E eu ri e disse não, eu não vou amar ninguém na vida. Amar dói e derrete o coração. Pensei puta que pariu, paixão acaba. Amor não. Amor vem, vai, te vira pra lá, pra cá, finge que vai embora, volta sem a menor cerimônia, aparece com a cara mais deslavada do mundo e não tá nem aí. E vi que o que eu sinto por você é amor. Amor que ultrapassa o tempo. Que pula distância. Que ignora a saudade. Que esquece deslizes. Que apaga bobagens ditas. Que desfaz sensação de abraços-não-dados.
Amor mesmo não se explica. Escrevi. Amassei. Escrevi, amassei e tentei fazer de novo. E tentei fazer mais bonito. Não deu. Não é paixão, plim, é amor.
Não adianta tentar tirar da cabeça quem se alojou no coração. Não adianta fingir que não sente na tentativa de passar a não sentir. E quer saber? Te amo. Te amo de um jeito que eu tento explicar e não sei. Palavra fica presa. Engasgo, afogo e uso palavras pela metade. Na hora H sempre falta uma vogal. Mas quer, de novo, saber? Meu coração nunca foi pela metade: sempre foi-inteirinho-seu. Plim!
A paixão é coisa séria. Falei pra uma amiga que tinha me dado um curto-circuito-mental e ela riu e disse não, é o amor chegando aí. E eu ri e disse não, eu não vou amar ninguém na vida. Amar dói e derrete o coração. Pensei puta que pariu, paixão acaba. Amor não. Amor vem, vai, te vira pra lá, pra cá, finge que vai embora, volta sem a menor cerimônia, aparece com a cara mais deslavada do mundo e não tá nem aí. E vi que o que eu sinto por você é amor. Amor que ultrapassa o tempo. Que pula distância. Que ignora a saudade. Que esquece deslizes. Que apaga bobagens ditas. Que desfaz sensação de abraços-não-dados.
Amor mesmo não se explica. Escrevi. Amassei. Escrevi, amassei e tentei fazer de novo. E tentei fazer mais bonito. Não deu. Não é paixão, plim, é amor.
Não adianta tentar tirar da cabeça quem se alojou no coração. Não adianta fingir que não sente na tentativa de passar a não sentir. E quer saber? Te amo. Te amo de um jeito que eu tento explicar e não sei. Palavra fica presa. Engasgo, afogo e uso palavras pela metade. Na hora H sempre falta uma vogal. Mas quer, de novo, saber? Meu coração nunca foi pela metade: sempre foi-inteirinho-seu. Plim!
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